Overview
Em 28 de fevereiro de 2026, forças militares dos Estados Unidos e de Israel executaram a Operação Fúria Épica, uma ofensiva conjunta que destruiu instalações militares e do programa nuclear iraniano em múltiplas cidades, incluindo Teerã. A operação resultou na morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, a Guarda Revolucionária lançou mísseis e drones contra Israel e atacou 27 bases militares norte-americanas no Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein.
O conflito se expandiu rapidamente para o domínio digital. Ataques coordenados reduziram a conectividade do Irã a 4% dos níveis normais, paralisando os sistemas de comando da Guarda Revolucionária. Em represália, o coletivo Handala e outros grupos aliados ao regime executaram ataques de negação de serviço contra o setor financeiro israelense e implantaram malwares do tipo wiper em redes corporativas dos EUA e do Golfo Pérsico. Com a cúpula de comando iraniana efetivamente desarticulada, o controle das operações cibernéticas se descentralizou para proxies e grupos hacktivistas que atuam com maior autonomia e menor previsibilidade.
Nesta segunda-feira, os ataques iranianos atingiram aeroportos, portos e áreas residenciais no Golfo, incluindo Dubai e Abu Dhabi. Data centers da AWS (Amazon Web Services) nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein foram afetados: ao menos uma zona de disponibilidade nos EAU perdeu energia após ser atingida por projéteis que causaram incêndio, levando a Amazon a desligar a alimentação elétrica da instalação. A empresa reportou recuperação parcial nos EAU, mas orientou clientes a migrarem para regiões alternativas enquanto investigava problemas adicionais de conectividade.
Possível Impacto
Com base no histórico documentado de atores iranianos e na dinâmica atual do conflito, identificam-se quatro cenários de risco com potencial de se materializarem no curto prazo:
Escalada hacktivista descentralizada. A eliminação da liderança iraniana não suprime a capacidade ofensiva — transfere-a para dezenas de grupos proxy que operam sem coordenação central. Grupos como o Handala possuem histórico verificado de ataques reais, incluindo roubo de dados e wipers, apesar de frequentemente exagerarem seus sucessos. Nesse vácuo de poder, qualquer ator alinhado ideologicamente pode escalar operações sem necessidade de autorização, ampliando o universo de alvos além de Israel e EUA para empresas simplesmente percebidas como aliadas do Ocidente.
Campanhas destrutivas contra cadeia de suprimentos e logística. O padrão histórico de atores iranianos como APT34 e MuddyWater inclui infiltração silenciosa em fornecedores de software de médio porte para distribuir código malicioso por meio de atualizações legítimas. No contexto atual, empresas de logística, energia e tecnologia que suportem operações militares ou governamentais dos EUA e de Israel são alvos prioritários. Um wiper implantado via cadeia de suprimentos pode impactar milhares de organizações simultaneamente, sem que nenhuma delas seja o alvo original.
Interrupção de infraestrutura de nuvem e serviços digitais críticos. O incidente com a AWS nos EAU e no Bahrein demonstra que infraestruturas digitais globais podem ser afetadas não apenas por ataques cibernéticos, mas por danos físicos decorrentes do conflito. Organizações com operações dependentes de provedores de nuvem com presença no Oriente Médio devem considerar o risco de interrupções não planejadas em serviços críticos — incluindo plataformas SaaS, sistemas de armazenamento e ambientes de produção hospedados na região.
Operações de influência com impacto econômico real. Foram documentados comunicados fraudulentos sobre interrupções em refinarias e portos, criados para provocar oscilações nos preços de commodities. Essas operações podem incluir deepfakes de executivos ou mensagens falsas de evacuação direcionadas a funcionários em regiões do Golfo, onde a conectividade limitada dificulta a verificação. O risco não é apenas reputacional: decisões operacionais tomadas com base em informações falsas podem ter consequências físicas e financeiras concretas.
Recomendações
- Isolar backups fisicamente (air-gapping): Manter ao menos uma cópia em ambiente imutável e desconectado da rede corporativa, dado o risco de wipers que buscam destruir cópias de segurança antes de atingir a produção.
- Auditar acessos de terceiros: Revisar os níveis de acesso concedidos a fornecedores e MSPs, identificando permissões excessivas ou não essenciais.
- Validar atualizações de software: Testar atualizações de fornecedores em ambientes isolados antes da implementação em produção, para mitigar o risco de distribuição de código malicioso via canais legítimos.
- Aplicar patches em ativos de borda: Priorizar firewalls, gateways e VPNs, onde tem se concentrado o acesso inicial em incidentes recentes.
- Mapear dependências de nuvem na região: Identificar serviços e workloads hospedados em provedores com presença no Oriente Médio e avaliar planos de continuidade para migração a regiões alternativas em caso de interrupção.
- Revisar acessos remotos a redes OT: Mapear e avaliar os acessos via VPN e RDP em sistemas de tecnologia operacional, reduzindo a exposição a canais estritamente necessários durante o período de elevação do risco.
- Bloquear tráfego por inteligência de ameaças: Configurar firewalls para rejeitar conexões de IPs vinculados a infraestruturas C2 conhecidas e implementar DPI para detectar protocolos de tunelamento utilizados em exfiltração.
- Ativar protocolos de comunicação interna: Estabelecer canais verificados para que funcionários reportem solicitações suspeitas, diante do risco de operações de influência que exploram a confusão informacional.
Fontes
- Fortune – Cyber retaliation from Iran is a problem for U.S. companies
- SecurityWeek – US, Israel and Iran Trade Cyberattacks; Pro-West Hacks Cause Disruption as Tehran Retaliates
- SentinelOne – Intelligence Brief: Iranian Cyber Activity Outlook
- Sophos X-Ops – Cyber Advisory: Increased Cyber Risk Amid U.S.–Israel–Iran Escalation
- Reuters – Amazon cloud unit flags issues at Bahrain, UAE data centers amid Iran strikes
Overview
On February 28, 2026, U.S. and Israeli military forces launched Operation Epic Fury, a joint offensive that destroyed military installations and nuclear program infrastructure across multiple cities in Iran, including Tehran. The operation resulted in the death of Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei. In response, the Revolutionary Guard fired missiles and drones at Israel and attacked 27 U.S. military bases in Qatar, the United Arab Emirates, Kuwait, and Bahrain.
The conflict rapidly expanded into the digital domain. Coordinated attacks reduced Iran's internet connectivity to 4% of normal levels, paralyzing the Revolutionary Guard's command systems. In retaliation, the Handala collective and other regime-aligned groups launched denial-of-service attacks against Israel's financial sector and deployed wiper malware across corporate networks in the U.S. and the Persian Gulf. With Iran's command structure effectively dismantled, control of cyber operations has decentralized to proxies and hacktivist groups acting with greater autonomy and less predictability.
This Monday, Iranian strikes hit airports, ports, and residential areas across the Gulf, including Dubai and Abu Dhabi. AWS (Amazon Web Services) data centers in the United Arab Emirates and Bahrain were affected: at least one availability zone in the UAE lost power after being struck by projectiles that caused a fire, leading Amazon to shut down power to the facility. The company reported partial recovery in the UAE but advised customers to migrate to alternate regions while investigating additional connectivity issues.
Possible Impact
Based on the documented history of Iranian threat actors and the current dynamics of the conflict, four risk scenarios have been identified with the potential to materialize in the short term:
Decentralized hacktivist escalation. The elimination of Iranian leadership does not suppress offensive capabilities — it transfers them to dozens of proxy groups operating without central coordination. Groups such as Handala have a verified track record of real attacks, including data theft and wipers, despite frequently overstating their successes. In this power vacuum, any ideologically aligned actor can escalate operations without authorization, expanding the target pool beyond Israel and the U.S. to companies simply perceived as Western allies.
Destructive campaigns against supply chains and logistics. The historical pattern of Iranian actors such as APT34 and MuddyWater includes silent infiltration of mid-sized software vendors to distribute malicious code through legitimate updates. In the current context, logistics, energy, and technology companies supporting U.S. and Israeli military or government operations are priority targets. A wiper deployed via the supply chain can impact thousands of organizations simultaneously, none of which may be the original target.
Disruption of cloud infrastructure and critical digital services. The AWS incident in the UAE and Bahrain demonstrates that global digital infrastructure can be affected not only by cyberattacks, but by physical damage resulting from the conflict. Organizations whose operations depend on cloud providers with a presence in the Middle East should consider the risk of unplanned disruptions to critical services — including SaaS platforms, storage systems, and production environments hosted in the region.
Influence operations with real economic impact. Fraudulent communications regarding disruptions at refineries and ports have been documented, designed to trigger commodity price fluctuations. These operations may include executive deepfakes or fake evacuation messages targeting employees in Gulf regions, where limited connectivity makes verification difficult. The risk is not only reputational: operational decisions made based on false information can have concrete physical and financial consequences.
Recommendations
- Physically isolate backups (air-gapping): Maintain at least one copy in an immutable environment disconnected from the corporate network, given the risk of wipers that seek to destroy backup copies before reaching production systems.
- Audit third-party access: Review access levels granted to vendors and MSPs, identifying excessive or non-essential permissions.
- Validate software updates: Test vendor updates in isolated environments before production deployment, to mitigate the risk of malicious code distribution through legitimate channels.
- Apply emergency patches to edge assets: Prioritize firewalls, gateways, and VPNs, which have been the primary vector for initial access in recent incidents.
- Map cloud dependencies in the region: Identify services and workloads hosted with providers operating in the Middle East and assess business continuity plans for migration to alternate regions in the event of disruption.
- Review remote access to OT networks: Map and assess VPN and RDP access to operational technology systems, reducing exposure to strictly necessary channels during the elevated risk period.
- Block traffic using threat intelligence: Configure firewalls to reject connections from IP ranges linked to known C2 infrastructures and implement DPI to detect tunneling protocols used for data exfiltration.
- Activate internal communication protocols: Establish verified channels for employees to report suspicious requests, given the risk of influence operations that exploit informational confusion.
Sources
- Fortune – Cyber retaliation from Iran is a problem for U.S. companies
- SecurityWeek – US, Israel and Iran Trade Cyberattacks; Pro-West Hacks Cause Disruption as Tehran Retaliates
- SentinelOne – Intelligence Brief: Iranian Cyber Activity Outlook
- Sophos X-Ops – Cyber Advisory: Increased Cyber Risk Amid U.S.–Israel–Iran Escalation
- Reuters – Amazon cloud unit flags issues at Bahrain, UAE data centers amid Iran strikes
Overview
El 28 de febrero de 2026, fuerzas militares de Estados Unidos e Israel ejecutaron la Operación Furia Épica, una ofensiva conjunta que destruyó instalaciones militares y del programa nuclear iraní en múltiples ciudades, incluida Teherán. La operación resultó en la muerte del líder supremo, el ayatolá Ali Jamenei. En respuesta, la Guardia Revolucionaria lanzó misiles y drones contra Israel y atacó 27 bases militares estadounidenses en Qatar, Emiratos Árabes Unidos, Kuwait y Baréin.
El conflicto se extendió rápidamente al dominio digital. Ataques coordinados redujeron la conectividad de Irán al 4% de sus niveles normales, paralizando los sistemas de comando de la Guardia Revolucionaria. En represalia, el colectivo Handala y otros grupos aliados al régimen ejecutaron ataques de denegación de servicio contra el sector financiero israelí y desplegaron malwares de tipo wiper en redes corporativas de EE.UU. y el Golfo Pérsico. Con la cúpula de mando iraní efectivamente desarticulada, el control de las operaciones cibernéticas se ha descentralizado hacia proxies y grupos hacktivistas que actúan con mayor autonomía y menor previsibilidad.
Este lunes, los ataques iraníes alcanzaron aeropuertos, puertos y zonas residenciales en el Golfo, incluyendo Dubái y Abu Dabi. Los centros de datos de AWS (Amazon Web Services) en los Emiratos Árabes Unidos y Baréin se vieron afectados: al menos una zona de disponibilidad en los EAU perdió suministro eléctrico tras ser impactada por proyectiles que provocaron un incendio, lo que llevó a Amazon a cortar la alimentación eléctrica de la instalación. La empresa reportó una recuperación parcial en los EAU, pero orientó a sus clientes a migrar a regiones alternativas mientras investigaba problemas adicionales de conectividad.
Posible Impacto
Con base en el historial documentado de actores iraníes y la dinámica actual del conflicto, se identifican cuatro escenarios de riesgo con potencial de materializarse en el corto plazo:
Escalada hacktivista descentralizada. La eliminación del liderazgo iraní no suprime la capacidad ofensiva — la transfiere a decenas de grupos proxy que operan sin coordinación central. Grupos como Handala tienen historial verificado de ataques reales, incluyendo robo de datos y wipers, pese a exagerar frecuentemente sus éxitos. En este vacío de poder, cualquier actor alineado ideológicamente puede escalar operaciones sin necesidad de autorización, ampliando el universo de objetivos más allá de Israel y EE.UU. hacia empresas simplemente percibidas como aliadas de Occidente.
Campañas destructivas contra cadena de suministro y logística. El patrón histórico de actores iraníes como APT34 y MuddyWater incluye infiltración silenciosa en proveedores de software de mediano tamaño para distribuir código malicioso a través de actualizaciones legítimas. En el contexto actual, empresas de logística, energía y tecnología que soporten operaciones militares o gubernamentales de EE.UU. e Israel son objetivos prioritarios. Un wiper desplegado vía cadena de suministro puede impactar miles de organizaciones simultáneamente, sin que ninguna de ellas sea el objetivo original.
Interrupción de infraestructura de nube y servicios digitales críticos. El incidente con AWS en los EAU y Baréin demuestra que las infraestructuras digitales globales pueden verse afectadas no solo por ataques cibernéticos, sino por daños físicos derivados del conflicto. Organizaciones con operaciones dependientes de proveedores de nube con presencia en Oriente Medio deben considerar el riesgo de interrupciones no planificadas en servicios críticos — incluyendo plataformas SaaS, sistemas de almacenamiento y entornos de producción alojados en la región.
Operaciones de influencia con impacto económico real. Se han documentado comunicados fraudulentos sobre interrupciones en refinerías y puertos, diseñados para provocar oscilaciones en los precios de las materias primas. Estas operaciones pueden incluir deepfakes de ejecutivos o mensajes falsos de evacuación dirigidos a empleados en regiones del Golfo, donde la conectividad limitada dificulta la verificación. El riesgo no es solo reputacional: decisiones operativas tomadas con base en información falsa pueden tener consecuencias físicas y financieras concretas.
Recomendaciones
- Aislar backups físicamente (air-gapping): Mantener al menos una copia en un entorno inmutable y desconectado de la red corporativa, dado el riesgo de wipers que buscan destruir copias de seguridad antes de alcanzar producción.
- Auditar accesos de terceros: Revisar los niveles de acceso otorgados a proveedores y MSPs, identificando permisos excesivos o no esenciales.
- Validar actualizaciones de software: Probar las actualizaciones de proveedores en entornos aislados antes de su implementación en producción, para mitigar el riesgo de distribución de código malicioso a través de canales legítimos.
- Aplicar parches en activos de borde: Priorizar firewalls, gateways y VPNs, donde se ha concentrado el acceso inicial en incidentes recientes.
- Mapear dependencias de nube en la región: Identificar servicios y workloads alojados en proveedores con presencia en Oriente Medio y evaluar planes de continuidad para migración a regiones alternativas en caso de interrupción.
- Revisar accesos remotos a redes OT: Mapear y evaluar los accesos vía VPN y RDP en sistemas de tecnología operacional, reduciendo la exposición a canales estrictamente necesarios durante el período de elevación del riesgo.
- Bloquear tráfico por inteligencia de amenazas: Configurar firewalls para rechazar conexiones de IPs vinculados a infraestructuras C2 conocidas e implementar DPI para detectar protocolos de tunelización usados en exfiltración.
- Activar protocolos de comunicación interna: Establecer canales verificados para que empleados reporten solicitudes sospechosas, ante el riesgo de operaciones de influencia que explotan la confusión informativa.
Fuentes
- Fortune – Cyber retaliation from Iran is a problem for U.S. companies
- SecurityWeek – US, Israel and Iran Trade Cyberattacks; Pro-West Hacks Cause Disruption as Tehran Retaliates
- SentinelOne – Intelligence Brief: Iranian Cyber Activity Outlook
- Sophos X-Ops – Cyber Advisory: Increased Cyber Risk Amid U.S.–Israel–Iran Escalation
- Reuters – Amazon cloud unit flags issues at Bahrain, UAE data centers amid Iran strikes
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